Miguel Alvarenga - Chegavas hoje aos 75 anos, meu querido Emílio. A esta hora já te tinha telefonado e mais logo íamos à Moita, como sempre.
E tu dizias: "Ó Miguel, vamos jantar ao Tó Manel, mas não bebas demais, olha a tua postura...". E eu nas tintas para isso. E tu insistias. Sempre muito preocupado...
Às vezes faltam-me as palavras e sobram-me as lágrimas sempre que me lembro de ti, das nossas caminhadas lado-a-lado, das nossas parvoíces, das nossas gargalhadas.
E neste dia é sempre a mesma coisa. Choro de saudades. O Santiago está fantástico, vai fazer quatro anos, espertíssimo, já temos conversas os dois. Um dia vou contar-lhe que tive um Amigo chamado Emílio. E ele vai adorar ouvir as nossas histórias.
Daqui mando um beijo à Fernanda, ao Bruno e ao Hugo, aos teus netos. E um enorme para ti. Andes por onde andares, não sou muito de acreditar nessas coisas, já fui mais, mas acho que vais olhando por todos nós.
Tenho saudades, Emílio. Muitas, tantas. Das tuas risadas, da tua bondade, das luvas branca e dos teus retratos.
Sei lá se essas coisas acontecem de verdade, mas pode ser que um dia voltemos a rir juntos.
Parabéns, Emílio!
Foto M. Alvarenga
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| Tantos anos, tanta história... |



