quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Ontem nas Caldas: Diogo Peseiro volta a dar nas vistas!

Joaquim - mais um Brito Paes nas arenas!
Diogo Peseiro (Academia do C. Pequeno), o triunfador das Caldas
Pedro Noronha (Escola de V. Franca)
João Martins (Escola de Azambuja)
Ruben Correia (Escola da Moita)


Paulo Pereira - O I Ciclo Nacional de Novilhadas das Escolas de Toureio, que se tem vindo a desenrolar ao longo da temporada de 2012, também passou pela centenária arena das Caldas da Rainha, na data tradicional do 15 de Agosto, ontem.
À jornada matinal assistiu um número significativo de aficionados, que com a sua presença são um incentivo acrescido para todos os jovens que se vestem de toureiros.
O cavaleiro Joaquim Brito Paes (irmão do cavaleiro de alternativa António Maria Brito Paes) deixou "bom sabor de boca" no seu debute em público. Com um exemplar da ganadaria da casa, evidenciou desembaraço e intuição. Montado no "Morante", da quadra do seu irmão, praticou um toureio sincero, cravando uma série de curtos que entusiasmou.
Diogo Peseiro (Academia do Campo Pequeno) teve uma passagem impactante pelas Caldas da Rainha. O eral de Infante da Câmara foi o que revelou melhor jogo dos lidados pelos três jovens bezerristas e Peseiro voltou a somar créditos, sempre com muita atitude e recursos. Foi o que aconteceu no segundo par de bandarilhas, com o adversário mais reservado junto a tábuas, mas com o jovem a solucionar com muito mérito. Com a muleta, Peseiro esteve por cima do "infante" e logrou uma faena variada e ligada, com eco junto do público.
Em plano menos brilhante andaram os seus alternantes. A Pedro Noronha (Escola de Vila Franca de Xira) tocou outro "infante" menos colaborador, de investidas mais curtas e a sua participação ficou-se por um airoso saludo capotero com que o recebeu no percal.
Ruben Correia (Escola da Moita) teve por diante um eral de António Silva que veio a menos, mas ainda em fase embrionária da sua carreira, Ruben mostrou-se "verde" e a necessitar de tourear mais.
Como convidado, actuou também João Martins (Escola de Azambuja). O "vinhas" que lhe coube em sorte foi mansote e procurou o refúgio das tábuas, não permitindo um toureio ligado, ainda assim Martins revelou temple nas muñecas e a espaços logrou muletazos com gosto. 

Fotos Fernando Clemente/cortesia Soc. Campo Pequeno