A PróToiro foi premiada com o Green Design International Award pela World Green Design Organization (WGDO) pelo papel do toiro bravo na preservação do equilíbrio e sustentabilidade do ecossistema e biodiversidade ibérica. A cerimónia de entrega dos prémios teve lugar esta quarta-feira em Bruxelas.
O prémio foi recebido por Paulo Pessoa de Carvalho, vice-presidente da Federação PróToiro (fotos de cima).
Existem três motivos principais para este reconhecimento:
1 - O Conceito de "Prática Verde" (Nature-Based Solutions)
O júri premiou a criação do Toiro Bravo como uma "Prática Verde" devido ao seu impacto directo na preservação do ecossistema. Ao contrário de outras formas de pecuária intensiva, o toiro bravo vive em regime extensivo, o que obriga à manutenção de vastas áreas de pastagem natural, prevenindo a degradação do solo e promovendo o sequestro de carbono.
2 - Preservação da Biodiversidade e do Montado
A PróToiro recorda que, sem a exploração económica do toiro bravo, milhares de hectares de Montado e Dehesa (ecossistemas protegidos e únicos na Europa) estariam em risco de abandono ou de conversão para monoculturas agrícolas. O toiro actua como um "guardião" da biodiversidade, coexistindo com inúmeras espécies de fauna e flora que dependem deste habitat gerido de forma sustentável.
3 - Alinhamento com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU
O projecto submetido realçou a contribuição do sector para os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Ao premiar este caso em Bruxelas, a WGDO reconhece que a Tauromaquia oferece uma resposta concreta aos desafios actuais, nomeadamente na luta contra a desertificação rural e a promoção da economia circular no interior do território.
O presidente da Federação, Francisco Macedo, declarou que “a PróToiro recebeu este prémio, em nome do sector, porque provou que a ecologia está no ADN da Festa Brava, transformando o toiro de lide num símbolo global de conservação da natureza”, concluindo que “este prémio é também o resultado de uma estratégia de comunicação institucional que procura traduzir uma tradição secular para uma linguagem técnica e moderna. Ao focar-se no "benefício do ecossistema e promoção da biodiversidade", a PróToiro conseguiu furar o bloqueio ideológico e ser avaliada por critérios de mérito ambiental e científico.”
A Organização Mundial de Design Verde (World Green Design Organization - WGDO) foi fundada em Bruxelas, Bélgica, em 2013. É a primeira organização internacional sem fins lucrativos a promover o desenvolvimento do design verde em todo o mundo. A WGDO é uma ONG registada oficialmente no registo de transparência do sistema da União Europeia (Ref. n.º 781472292243-61) e foi-lhe concedido o Estatuto Consultivo Especial junto do Conselho Económico e Social das Nações Unidas (ECOSOC). O gabinete de representação da WGDO em Pequim foi registado na China em 2020, com a aprovação do Gabinete Administrativo de ONGs Estrangeiras do Ministério da Segurança Pública da República Popular da China. A WGDO tem como objectivo defender e difundir o conceito de "Design Verde" a nível global, de modo a que, através do "design verde", se lidere a transformação dos modos de produção, do estilo de vida e do consumo, alcançando a coexistência harmoniosa entre a humanidade e a natureza.
Através da realização do Fórum Mundial de Design Verde, da selecção dos prémios internacionais de design verde, da publicação do Relatório de Design Verde, da compilação das normas internacionais de design verde, do estabelecimento do Think Tank de Desenvolvimento Verde Global, da avaliação da capital mundial do design verde, do lançamento do projecto internacional de solidariedade social "Green Haven" e da avaliação de "Engenheiros de Design Verde", a WGDO promove o intercâmbio e a cooperação de tecnologia, materiais, capital e talentos de "design verde" para construir uma plataforma de diálogo global para o desenvolvimento sustentável.
A WGDO estabeleceu um mecanismo de parceria com organizações e profissionais relacionados com o design verde em 42 países, criou delegações em 14 países, incluindo a Bélgica, Alemanha, Reino Unido, França, Coreia do Sul, China, Myanmar, Itália e Quénia, contando com 22 comités especializados e 11 comités de trabalho, bem como cerca de 300 membros colectivos e mais de 600 membros individuais de 29 países, abrangendo empresas líderes, organizações internacionais, instituições de investigação e especialistas do sector, fomentando uma colaboração abrangente.
Fotos D.R.





