Miguel Alvarenga - "Não é uma retirada, é um descanso" - disse Morante de la Puebla na célebre entrevista ao "New York Times" menos de um mês depois de ter retirado (e não cortado, como também fez questão de referir) a coleta em Las Ventas na tarde de 12 de Outubro.
Se se confirmar o que hoje escreveu o sempre bem informado Zabala de la Serna no portal do jornal "El Mundo" - que Morante reaparece no Domingo de Páscoa em Sevilha e toureia um total de cinco tardes na Real Maestranza -, sempre é verdade que não foi retirada nenhuma (a única, nessa tarde em Madrid, foi a de Fernando Robleño), mas simplesmente um descanso.
Um descanso igual ao que todos os toureiros têm - de Outubro à Páscoa - sempre que acaba uma temporada. O chamado defeso. Que não tem nada que ver com um corte de coleta.
Só que o descanso de Morante foi muito mais badalado que um descanso normal. Estiveram o defeso inteiro a falar dele.
Feitas as contas, Morante foi, uma vez mais, mais inteligente que todos. E aí está de volta. Reaparecendo na Páscoa, como normalmente reaparecem todos os toureiros que se despedem quando uma temporada termina...
Foto M. Alvarenga


