terça-feira, 16 de junho de 2015

João Mascarenhas: as cerimónias fúnebres

Com Rui Bento e Fernando Silva Marques na sua última aparição em público, há
duas semanas, na inauguração do Museu Taurino do Campo Pequeno. Dias depois
viria a sofrer um acidente vascular cerebral, do qual já não recuperou
No seu lugar de sempre, num burladero do Campo Pequeno, com António José
Viçoso e Manuel Jacinto, director da galeria comercial da praça de toiros
No passado mês de Maio, na corrida de Vila Franca, com o bandarilheiro Fábio
Machado, seus Pais e seu filho
João Mascarenhas no "Alfoz" em Dezembro de 2009, na festa de Natal dos
Forcados Amadores de Alcochete, com o cabo Vasco Pinto e seu Pai, o antigo
forcado António José Pinto
Na praça "Palha Blanco", em Outubro do ano passado, com o emblemático forcado
vilafranquense Carlos Teles "Caló"
Artigo de João Mascarenhas em Fevereiro de 1985, sobre a morte
do cavaleiro José Mestre Batista, no jornal "O 1º Tércio" (capa em
baixo) que dirigiu ao longo de cinco anos. Na foto de baixo, em Julho
do ano passado na praça de Vila Franca, fazendo uma alocução alusiva
à homenagem que se prestou ao saudoso matador José Falcão



O corpo do crítico tauromáquico João Mascarenhas, falecido ontem no Hospital de Vila Franca, na sequência de um acidente vascular cerebral que o mantinha há uma semana em estado de coma, estará hoje, a partir das 15h00, na capela do cemitério de Vila Franca de Xira, onde será velado. Amanhã, quarta-feira, após missa às 10h45, seguirá para o cemitério da Póvoa de Santa Iria, onde será cremado.
Natural de Constância, onde nasceu a 30 de Agosto de 1932 (cumpriria 83 anos este ano), João António de Carvalho Mascarenhas viveu inicialmente em Santarém, acabando por se fixar em Vila Franca, onde residia há muitos anos. Estudou em Tomar no Colégio Nun'Álvares e na sua juventude chegou a tourear nas praças de Vila Nova da Barquinha e de Tomar, acabando por dedicar-se à crítica taurina, actividade de que era agora o decano.
Ao longo da sua carreira, colaborou em programas de rádio na Renascença e na Comercial - e em Espanha no "Tauromaquia" da TVE, com Joaquim Gordillo e também no "Som da Comunidade", dos Estados Unidos da América. Em 1960, colaborou com Francisco Saalfield no documentário "Homens e Toiros" e foi também cronista em diversas publicações, passando pelo jornal "A Nação" e pelo jornal vilafranquense "Vida Ribatejana", de que foi durante muitos anos responsável pelo suplemento tauromáquico. Na década de 80, dirigiu o jornal semanário "O 1º Tércio" (ao lado), que se publicou durante cinco anos.
João Mascarenhas integrou também em diversas ocasiões empresas que geriram várias praças de toiros, entre as quais as de Vila Franca, da Moita, do Sobral de Monte Agraço, de Arruda dos Vinhos, de Tomar, de Mourão e de Alcácer do Sal. E ao longo da sua vida foi também apoderado de alguns toureiros, casos dos matadores Mário Coelho, António de Portugal e Eduardo de Oliveira e dos cavaleiros Varela Crujo, João Carlos Pamplona, Jorge d'Ourique e Francisco Alcaide, tendo sido ainda representante em Portugal de toureiros estrangeiros, como os mexicanos Gerardo Trueba (cavaleiro), "El Pana" Juan Sánchez (matadores) e ainda do espanhol Celso Ortega, entre outros.
João Mascarenhas era Pai de duas filhas, Maria João e Helena e irmão de José Mascarenhas - a quem expressamos as mais sentidas condolências.

Fotos Fernando Clemente, D.R., Emílio de Jesus e Maria João Mil-Homens