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| O presidente da Câmara e os artistas renderam homenagem à memória de Francisco Penedo com a presença de seu irmão Pedro na arena |
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| Tinha pouca força o primeiro toiro da corrida, mas teve imensa força a arte de Luis Rouxinol para o lidar |
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| Público reconheceu a classe e o esforço com que Ana Batista lidou um toiro manso e complicado |
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| Vá lá entender-se porque razão António Maria Brito Paes não toureia mais. Ontem no Sobral esteve em grande e a lidar superiormente |
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| Manuel Telles Bastos lidou um manso reservado, mas para um toureiro do seu calibre há muito que já não existem "toiros impossíveis" |
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| Arte, classe e verdade: Duarte Pinto teve ontem um triunfo memorável |
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| Luis Rouxinol Jr. fechou a corrida com chave de ouro e alcançou mais um triunfo notável nesta sua temporada de grande fulgor |
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| Mário Real, dos Amadores de Lisboa, pegou à primeira o primeiro toiro da tarde |
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| A primeira intervenção do Grupo de Coruche, no segundo toiro, esteve a cargo de António Tomás, que consumou a pega à primeira tentativa |
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| Daniel Batalha pegou pelo Grupo de Lisboa o terceiro toiro da corrida, consumando ao primeiro intento |

Foi um espectáculo agradável, de bom ritmo e com praça a rondar a lotação esgotada (faltaram vender cerca de cem bilhetes, informa o empresário José Luis Gomes) a corrida que ontem se realizou na praça de Sobral de Monte Agraço na data tradicional da sua Feira Taurina e que foi a 13ª da Auto Agrícola Sobralense, a empresa local dos irmãos Penedo, que este ano foi de homenagem à memória do saudoso Francisco Penedo, um homem que deixou saudades em todos os que com ele se cruzaram.
Antes do início da corrida e como aqui já referimos, a empresa rendeu homenagem à memória de Francisco Penedo e foi descerrada na fachada da praça de toiros uma placa que perpectua a memória deste "ilustre sobralense que de coração aberto, numa vivência de coragem e cordialidade contribuiu apaixonadamente para a glória e grandeza da festa da tauromaquia".
Lidaram-se toiros da ganadaria Canas Vigouroux de apresentação q.b., sem excesso de peso, de comportamento desigual.
Do cartel fizeram parte os quatro cavaleiros de que Francisco Penedo foi apoderado - Luis Rouxinol, Ana Batista, António Maria Brito Paes e Luis Rouxinol Jr. - bem como Duarte Pinto e Manuel Telles Bastos (que é apoderado por Pedro Penedo) e os grupos de forcados amadores de Lisboa e de Coruche.
Além dos irmãos do homenageado, Lúcia, Pedro e Diogo, assistiram à corrida a viúva e a filha de Francisco Penedo, Elsa e Marta e o festejo contou também com a honrosa presença de José Alberto Quintino, presidente da Câmara de Sobral, um autarca sem complexos de dar a cara pela arte tauromáquica e pela tradição. Para José Luis Gomes, o empresário que há alguns anos gere esta praça, a corrida de ontem, com um cartel bem rematado e de estilos diversificados, constituiu mais um êxito de praça cheia.
As lides foram distintas, pelo também distinto comportamento dos toiros, mas todas de alto nível, tendo-se destacado Duarte Pinto, naquela que foi uma das suas grandes lides da temporada; António Maria Brito Paes, cavaleiro que está em excelente forma e não se entende porque não toureia mais; e Luis Rouxinol Júnior, que mexeu com o público e galvanizou tudo e todos com a emotiva lide ao último toiro da tarde.
Menos bafejados pela sorte com os toiros que lhes tocaram, mas nem por isso menos empenhados e esforçados, estiveram Luis Rouxinol, com um primeiro toiro com pouca força e escassa transmissão; Ana Batista, na lide de um manso a que deu a volta, reafirmando a sua imensa classe e o seu muito ofício; e Manuel Ribeiro Telles Bastos, com um toiro reservado e manso, que lidou com superioridade e a classe que o carcateriza.
As pegas estiveram a cargo dos grupos de forcados amadores de Lisboa e de Coruche. Pelos lisboetas foram caras Mário Leal, Daniel Batalha e Nuno Santos, os três à primeira tentativa e com o grupo sempre em grande nas ajudas. Pelos coruchenses brilharam os irmãos António Tomás (segunda pega da tarde, à primeira) e José Tomás, o cabo (última pega, também à primeira). O quarto toiro, o complicado Canas Vigouroux lidado por Telles Bastos, deu que fazer ao Grupo de Coruche. O consagrado João Prates ficou inanimado na arena (mas recuperou na enfermaria e regressou mais tarde à trincheira) na primeira tentativa para o pegar, seguiram-se mais três tentativas de Vitor Cardante, que também saíu maltratado e outras duas de João Carvalho, que na sua segunda intervenção a sesgo (que foi a sexta) pegou finalmente o toiro.
A corrida teve direcção acertada de João Cantinho, que esteve assessorado pelo médico veterinário José Manuel Lourenço.
Fotos Mónica Mendes


















