| Festival da Ota "ganhou a data", pode repetir-se no próximo ano |
| Salgueiro da Costa exibiu-se em muito bom plano e evidenciou grande maturidade |
Fernando Romão - O "Festival da Liberdade", na Ota, ontem, teve cerca de meia casa e o ambiente foi enorme. Nas lides a acavalo houve triunfos de todos, todos eles com bons momentos mas o destaque maior vai para o praticante João Salgueiro da Costa e também para Duarte Pinto. Se é que podemos destacar mesmo alguém, porque também o Antonio Maria Brito Paes esteve enorme..
Salgueiro da Costa tem uma lide "à
Batista": dois compridos de eleição e três fabulosos curtos. Público em
alvoroço a pedir mais um ferro e o cavaleiro demonstrando maturidade
cumprimenta o Director e sai. Deu um recado, depois de ter deixado o seu
perfume a tourear, "dissse" aos empresários que o contratassem,
"disse" ao público que o vá ver. Ali já tinha acabado a lide.
"Se querem mais venham na próxima..."
Brito Paes tem um dos melhores cavalos
do mundo que é o seu Ascenção Vaz que utiliza de saída e que nos curtos também
é enorme. Estreou um cavalo novo de seu ferro e saíu no seu craque de curtos.
Uma lide bem executada e aplaudida.
Duarte Pinto esteve no seu melhor estilo
com o público a seu lado, frente a um toiro que saiu com uma hérnia na barriga
mas que cresceu ao longo da lide. Está bem preparado para o encontro que se
avizinha no Cartaxo. É um dos grandes triunfadores da temporada.
Tomás Pinto tem boa comunicação com o
público, sabe tourear, mas falta-lhe um cavalo bom de curtos que lhe permita
subir o nível que tem nos compridos.
Salgueiro pai sacou um cavalo novo, conseguindo dar bons sinais e esteve em bom plano frente ao sobrero de
Manzarra.
Boas pegas de todos os grupos sendo que
o de Alenquer complicou um pouco um toiro que não fez mal.
Na lide apeada, destaque maior para
Manuel Dias Gomes que esteve soberbo frente a um novilho de Parladé. Bem com o
capote, pausado, mandão e com temple com a muleta, entusiasmou o público que
sendo tradicional e incondicional adepto dos cavaleiros e forcados também se
rende ao bom toureio a pé.
Gonçalo Montoya é um caso de querer e de
raça: aceitou tourear um toiro de Albarran com 5 anos e já com 6 ervas. Não é para
qualquer um! Um valor imenso ao aceitar este desafio, ao qual correspondeu com
bons passes, principalmente pela esquerda porque o toiro de 5 anos pouco lhe
permitiu, saindo bastante avisado e manso.
Cumpriram na generalidade os toiros espanhóis de Juan Albarrán, muito bem apresentados.
Foi um festival muito bom em que todos
sairam satisfeitos e foi mais uma data ganha. À noite a "Ota Rociera"
acolheu todos em amena comvivência numa festa que tem tudo para se realizar
todos os anos.
Fotos Fernando Clemente
