O cancelamento da corrida que estava anunciada para a próxima sexta-feira em Vila Nova da Barquinha e onde fazia a sua estreia em Portugal o rejoneador mexicano Cuauhtémoc Ayala, por alegadamente e segundo acusa a Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos, o seu associado José Nuno Gonçalves, na foto (empresa Costume Genuíno) "não ter respeitado todo o procedimento inerente à realização de um espectáculo tauromáquico", põe agora também em causa a realização da tradicional Corrida da Feira Pimel que o mesmo empresário anuncia para o próximo dia 26 na praça de Alcácer do Sal.
O empresário está incontactável há alguns dias. Quisemos ouvir a sua versão dos factos, mas até ao momento não respondeu às mensagens que lhe deixámos.
Em comunicado emitido esta tarde e a que já aqui fizemos referência, a APET informa, "com profundo sentimento de tristeza", que instaurou um processo disciplinar ao empresário José Gonçalves, para "avaliar as razões pelas quais não foi respeitado todo o procedimento inerente à realização de um espectáculo tauromáquico", frisando que "ficou demonstrado através de vários contactos que o único responsável por este desfecho foi o promotor do evento".
A APET garante que "serão aplicadas as sanções necessárias para que estas situações não se voltem a repetir, porque quem fica sempre prejudicado é a Nossa Tauromaquia".
Entre as sanções que podem ser aplicadas ao empresário está a expulsão da APET, o que inviabiliza a sua continuidade como empresário tauromáquico e o impede de continuar à frente das praças de Alcácer do Sal, de Portalegre e de Vila Nova da Barquinha.
Na sua última aparição em público, domingo passado na corrida da Benedita (onde acompanhava o cavaleiro Marco José, que apodera), José Gonçalves terá desabafado com algumas pessoas que poderia não realizar a corrida de sexta-feira na Barquinha, alegando que não estava de acordo com a exigência da Associação de Forcados de que sejam os empresários a custear os seguros dos mesmos.
Mas, ao que se apurou, o motivo que levou ao cancelamento da corrida não teve a ver com isso, mas, apenas e só, com o incumprimento do empresário perante a Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC), não respeitando, como afirma a APET, "todo o procedimento inerente à realização de um espectáculo tauromáquico".
José Gonçalves iniciou a sua actividade empresarial em 2019 organizando touradas em Vila Nova da Barquinha. Em 2020, em plena pandemia, foi o único empresário que contratou o Maestro João Moura, num ano em que a polémica dos galgos levou a maioria das empresas a não o fazer. Em 2021 tornou-se também empresário da praça de Portalegre e já este ano ganhou o concurso promovido pela Santa Casa da Misericórdia de Alcácer do Sal para a adjudicação da praça de toiros "Mestre João Branco Núncio". É ainda apoderado do cavaleiro Marco José e este ano anunciara o lançamento em Portugal do rejoneador mexicano Cuauhtémoc Ayala, que já se encontra entre nós, com a quadra de cavalos na quinta de Marco José em Évora.
O empresário, repetimos, tem estado incontactável nos últimos dias. O "Farpas" procurou ouvir a sua versão dos factos, mas até ao momento não respondeu às mensagens que lhe enviámos.
Fotos D.R.
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