Miguel Alvarenga - Os duros e ásperos toiros da ganadaria Prudêncio deram ontem trabalho - e água pela barba - aos valentes (e valorosos, diga-se em abono da verdade) forcados dos grupos do Clube Taurino Alenquerense, de Arruda dos Vinhos e do Cartaxo, respectivamente capitaneados por Fábio Lucas, Rodolfo Costa e Bernardo Campino. Mas eles estiveram à altura!
O facto de o segundo toiro ter recolhido aos currais, por estar aparentemente congestionado, e de Paulo Jorge Santos, segundo cavaleiro da corrida, ter actuado depois frente ao sobrero em quarto lugar, alterou por completo a ordem de intervenção dos três grupos.
A primeira pega foi consumada por Joaquim Brás, muito bem, do grupo do Clube Taurino Alenquerense, na sua primeira tentativa (que foi a quarta para pegar este toiro), com uma grande primeira ajuda, depois de três levadas a cabo por Márcio Godinho, que saíu lesionado (sem gravidade). Destaque para o brilhante rabejador deste grupo.
A segunda pega esteve a cargo de Francisco Gonçalves, dos Amadores do Cartaxo, que se fechou com decisão e concretizou com brilhantismo ao primeiro intento.
Para a cara do terceiro toiro da noite voltou o grupo do Clube Taurino Alenquerense, com António Pedro Lourenço, que tentou a pega três vezes e acabou por recolher à enfermaria. Na última das suas intervenções, duríssima e com o toiro a derrotar tudo e todos, forte e feio, junto às tábuas, ficou inconsciente na arena o forcado João Azevedo. Viveram-se momentos de pânico e angústia na praça, todos receando o pior, mas, graças a Deus, o caso não teve a gravidade que se imaginava. O forcado recolheu à enfermaria, onde recuperou a consciência, e foi depois transportado ao hospital, tendo sofrido uma fractura da clavícula. A pega acabou por ser concretizada à quarta tentativa, na sua primeira intervenção, por Diogo Trindade, que esteve decidido e valente, com o grupo a ajudar em força.
O quatro toiro foi pegado à primeira por Nuno Aniceto, dos Amadores de Arruda dos Vinhos (brindou ao presidente da Câmara), que esteve toureiro a aguentar e a templar a investida do toiro (que ensarilhou no momento da reunião), fechando-se com braços de ferro, muito bem ajudado por todo o grupo. À partida, esta poderia ser a pega vencedora do concurso, mas depois acabou por ser a do cabo deste grupo no toiro seguinte.
Hélder Silva, também do grupo anfitrião, que brindou ao crítico António Lúcio, tentou pegar o quinto toiro, mas na primeira tentativa saíu lesionado numa perna, a coxear, recolhendo à enfermaria. Foi dobrado pelo cabo Rodolfo Costa, que fez um pegão à antiga, aguentando violentos derrotes sem nunca sair, com os companheiros a ajudar na perfeição e com garra. Uma pega enorme, muito justamente distinguida com o prémio que estava em disputa e que lhe foi entregue no final por Fábio Romão, presidente da Junta de Freguesia de Arruda dos Vinhos. Grande Forcado!
A última pega foi executada por Manuel Silva, dos Amadores do Cartaxo, ao segundo intento, com uma intervenção preciosa e decisiva do primeiro ajuda.
Fique agora com as sequências das seis pegas.
Fotos M. Alvarenga
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| Márcio Godinho (Clube Alenquerense) lesionou-se na primeira tentativa para pegar o primeiro toiro, sendo dobrado por Joaquim Brás, que consumou na primeira intervenção |
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| Francisco Gonçalves (Cartaxo) na pega ao segundo toiro, brilhante, à primeira tentativa |
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| A grande pega de Nuno Aniceto (Arruda) ao quarto toiro |
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| Hélder Silva (Arruda) lesionou-se na primeira tentativa para pegar o quinto toiro. Foi dobrado pelo cabo Rodolfo Costa, que fez a grande pega da noite |
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| Última pega foi executada à segunda por Manuel Silva, dos Amadores do Cartaxo |
































































































