Diogo Peseiro regressou de San Agustin de Guadalix à terra onde nasceu, Almeirim, para recuperar da crise de anginas agravadas e que podia ter tido consequências complicadas.
Foi o próprio Peseiro que hoje nos fez o ponto de situação, ainda com dificuldades em falar: "Sim, ainda me dói a garganta, mas estou melhor, no geral. Na sexta, estava já com muita febre, mas viajei de Jerez a Guadalix na esperança de aguentar... Mas no sábado o calor era muito forte!".
"Fiz um grande esforço, logo nas cortesias. Quando fui lidar o meu primeiro, senti que estava a piorar. Mas quis dar tudo por tudo! Só que... lidei bem de capote, senti que fisicamente não conseguia bandarilhar, arrimei-me na faena e entreguei-me na estocada num enorme e último esforço! Em boa hora foi uma boa estocada ao primeiro intento! Mas logo a seguir, super cansado e encharcado de suor, quase não me tinha em pé e levaram-me para a enfermaria. Queria voltar para o meu segundo, mas o médico disse que não, porque eu quase sufocava sem conseguir respirar. Como se costuma dizer, eu sentia-me, para meu desgosto e raiva, todo apanhado! Respeitei para não ficar mais grave..." - recorda Peseiro.
Logo que seja possível, Diogo Peseiro regressará a sua casa de Jerez de la Frontera (Espanha), onde irá continuar a preparar-se para as próximas corridas.
O toureiro acrescentou, a terminar: "Quero agradecer todos os cuidados médicos, e não só, na praça de San Agustin de Guadalix, onde fui tão bem recebido, e a vossa atenção".
Foto Ricardo Relvas

