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| Quando o Campo Pequeno esgotava para ver Ricardo Chibanga |
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| As fotos de Bótan que retratam a ousadia do toureio moçambicano na primeira arena do mundo, a da Monumental de las Ventas em Madrid |
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| Chibanga na arena do Campo Pequeno, "ensinando a arte do toureio" ao seu conterrâneo e amigo Eusébio |
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| Foto célebre do repórter chileno Patrício Estay, publicada na época em exclusivo no jornal "Farpas" |
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| Quatro dias depois da alternativa em Sevilha, Ricardo Chibanga fez a sua apresentação no Campo Pequeno como matador de toiros - 19 de Agosto de 1971, alternando com o matador espanhol José Luis Galloso |
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| O momento da alternativa, em 15 de Agosto do ano de 1971 na Real Maestranza de Sevilha (cartaz em baixo), apadrinhado pelo Maestro António Bienvenida com o testemunho do sevilhano Rafael Torres |

Ricardo Chibanga morreu a 16 de Abril do ano passado (falta um mês para se cumprir o primeiro aniversário) com 76 anos de idade, 48 anos depois de na Real Maestranza de Sevilha se ter tornado o primeiro matador de toiros nascido em Moçambique. Viveu a fama e a glória em arenas de todo o mundo. Prestamos-lhe a devida homenagem. Hoje e sempre
Natural de Moçambique, Ricardo Chibanga veio para Portugal nos anos 60 do século passado, tendo sido apoiado por várias figuras da festa brava, como o matador de toiros e empresário taurino Manuel dos Santos, o também histórico empresário Alfredo Ovelha, o embolador Fernando Pinheiro, os bandarilheiros José Tinoca e Manuel Barreto e Mestre Patrício Cecílio, que na Golegã, terra que o adoptou e onde viveu toda a sua vida, lhe deram os primeiros ensinamentos na arte do toureio a pé..
A alternativa de matador de toiros teve por cenário a emblemática Real Maestranza de la Caballaria de Sevilha (Espanha) a 15 de agosto de 1971, tendo sido apadrinhado por António Bienvenida, com o testemunho de Rafael Torres.
Em Portugal, apresentou-se como matador de toiros, quatro dias depois da alternativa, na praça do Campo Pequeno, em Lisboa, no dia 19 de agosto de 1971, tendo toureado ao lado do matador espanhol José Luis Galloso.
Ricardo Chibanga abandonou as arenas no início dos anos 90 do século passado, tendo adquirido uma praça de toiros desmontável em que promovia festejos taurinos, alugando também o equipamento a outros empresários tauromáquicos.
Fotos Carlos Brito, Bótan, Patrício Estay e D.R.







