domingo, 23 de outubro de 2011

Foi assim ontem na Ota: a reportagem do "Festival da Liberdade"

Festival da Ota "ganhou a data", pode repetir-se no próximo ano
Salgueiro da Costa exibiu-se em muito bom plano e evidenciou grande maturidade

Fernando Romão - O "Festival da Liberdade", na Ota, ontem, teve cerca de meia casa e o ambiente foi enorme. Nas lides a acavalo houve triunfos de todos, todos eles com bons momentos mas o destaque maior vai para o praticante João Salgueiro da Costa e também para Duarte Pinto. Se é que podemos destacar mesmo alguém, porque também o Antonio Maria Brito Paes esteve enorme..
Salgueiro da Costa tem uma lide "à Batista": dois compridos de eleição e três fabulosos curtos. Público em alvoroço a pedir mais um ferro e o cavaleiro demonstrando maturidade cumprimenta o Director e sai. Deu um recado, depois de ter deixado o seu perfume a tourear, "dissse" aos empresários que o contratassem, "disse" ao público que o vá ver. Ali já tinha acabado a lide. "Se querem mais venham na próxima..."
Brito Paes tem um dos melhores cavalos do mundo que é o seu Ascenção Vaz que utiliza de saída e que nos curtos também é enorme. Estreou um cavalo novo de seu ferro e saíu no seu craque de curtos. Uma lide bem executada e aplaudida.
Duarte Pinto esteve no seu melhor estilo com o público a seu lado, frente a um toiro que saiu com uma hérnia na barriga mas que cresceu ao longo da lide. Está bem preparado para o encontro que se avizinha no Cartaxo. É um dos grandes triunfadores da temporada.
Tomás Pinto tem boa comunicação com o público, sabe tourear, mas falta-lhe um cavalo bom de curtos que lhe permita subir o nível que tem nos compridos.
Salgueiro pai sacou um cavalo novo, conseguindo dar bons sinais e esteve em bom plano frente ao sobrero de Manzarra.
Boas pegas de todos os grupos sendo que o de Alenquer complicou um pouco um toiro que não fez mal.
Na lide apeada, destaque maior para Manuel Dias Gomes que esteve soberbo frente a um novilho de Parladé. Bem com o capote, pausado, mandão e com temple com a muleta, entusiasmou o público que sendo tradicional e incondicional adepto dos cavaleiros e forcados também se rende ao bom toureio a pé.
Gonçalo Montoya é um caso de querer e de raça: aceitou tourear um toiro de Albarran com 5 anos e já com 6 ervas. Não é para qualquer um! Um valor imenso ao aceitar este desafio, ao qual correspondeu com bons passes, principalmente pela esquerda porque o toiro de 5 anos pouco lhe permitiu, saindo bastante avisado e manso.
Cumpriram na generalidade os toiros espanhóis de Juan Albarrán, muito bem apresentados.
Foi um festival muito bom em que todos sairam satisfeitos e foi mais uma data ganha. À noite a "Ota Rociera" acolheu todos em amena comvivência numa festa que tem tudo para se realizar todos os anos.

Fotos Fernando Clemente