
O novilheiro, bandarilheiro e forcado Hugo David "Niño del Rio" (foto da direita) responde hoje na sua página da rede "Facebook" à reposta que aqui no "Farpas" lhe deu esta semana Francisco Morgado (foto da esquerda), director do jornal "Olé", a um comentário seu na mesma rede social a propósito da capa do semanário da última semana:
Exmo. Sr. Director do Jornal "Olé",
À Sua resposta sobre a minha opinião,
tenho a dizer-lhe o seguinte:
Não sabia e repito mais uma vez ser o
Sr. o Director do Jornal "Olé", mas sei que a capa de um jornal é da
responsabilidade do seu Director, como tal e já como referi, não li nem leio o
jornal do qual apenas vi a capa.
Não ofendi, nem pretendi fazê-lo, nenhum
dos colaboradores do jornal.
Deduzi, perante a realidade a que
assisti, e achei injusto que a capa do Seu jornal não fosse imparcial e
transmitisse a verdade dos factos.
Não afirmei nada, sou "asno"
mas não sou parvo, já o Sr. que pensa que ter uma caneta lhe dá o direito de
dizer tudo o que lhe apetece, foi de uma falta de carácter impressionante e o
Sr. sim, partiu para o insulto gratuito, escondido atrás da sua caneta cúmplice
de todos os disparates que lhe passam pela cabeça.
Caro Sr., não necessito de me fazer
notar, sou sobejamente conhecido em todo lado, por boas e más razões, mas
orgulho-me de o ser também pela minha qualidade enquanto toureiro.
Se já pisei as mais variadas praças como
novilheiro, bandarilheiro e forcado, é para mim uma honra e um orgulho, coisa
que o Sr. jamais foi ou será capaz de fazer.
Chama-me ignorante e mal intencionado
mas, meu Caro Sr., de ignorante e mal intencionado não tenho nada e aí, meu
Caro o Sr. dá cartas pois citando o povo, tal como o Sr., "quem não deve
não teme" e o Sr. talvez porque precisava de protagonismo para vender mais
uns jornais fez uma batalha num copo de água.
Diz também que sou frustrado, Caro Sr.
não sou, nunca fui e duvido que algum dia o venha a ser.
No mundo dos toiros sempre estive onde
quis, quando quis e com quem quis, isso não é motivo de frustração mas de uma
satisfação pessoal que ultrapassa os limites da Sua imaginação.
Diz também, do alto da Sua inteligência,
que sou o dono da verdade; tenho a dizer-lhe que depois da sua resposta, recebi
tantas chamadas no meu telemóvel sobre outras verdades que lhe devia responder
mas eu, apesar da Sua opinião de que sou "macaquinho" (sem tino,
disparatar), vou deixá-las guardadas pois não desceria nunca tão baixo como o
Sr.
Dos meus Amigos, tenho a dizer-lhe que
sabem bem com que truculência (cruel, feroz) os defendo sempre, tal como à
verdade, não necessitando nunca de receber envelopes para o fazer.
Quanto ao meu passado e às suas
insinuações sobre o mesmo, aconselhava-o a publicamente, e aí sim,
"vomitar" o que sabe, pois pôs em causa a minha honestidade e a minha
pessoa.
Não me conhece o Sr. o suficiente para
falar sobre o meu passado, caso não o faça, terei que tomar outras posições.
Quanto a si, meu Caro Sr., ficamos por
aqui pois apesar de achar que não sou um homem, sou-o o suficiente para calar o
que sei e não me diz respeito.
Retribuo de bom grado a importância que
sente em relação a mim, estamos quites, pois estamos empatados na mesma
importância.
Quero publicamente, pedir desculpa aos
colaboradores do Jornal "Olé", pois não os quis de modo algum
ofender, tal como disse não li qualquer artigo do jornal, referi-me apenas à
capa do mesmo.
Hugo David
"Niño del Rio"
Fotos D.R.

