A cidade espanhola de Huelva já começa a desenhar o pulso da sua temporada taurina com o anúncio da estrutura das Colombinas 2026, uma das feiras mais emblemáticas do calendário de Verão, que voltará a colocar o Coso de La Merced no epicentro da actualidade taurina do país vizinho.
O empresário da praça onubense José Luis Pereda López deu a conhecer as datas e as linhas mestras de um ciclo que se realizará entre quarta-feira, 29 de Julho, e segunda-feira, 3 de Agosto, coincidindo com o dia grande da cidade. Seis espectáculos compõem uma feira que mantém o seu formato consolidado e que, segundo palavras do próprio gestor, aspira a destacar-se “pela excelência dos seus cartazes e pela grande relevância das ganadarias”.
A estrutura do ciclo assenta num modelo que demonstrou a sua solidez nos últimos anos e que se consolidou a partir de 2024. No total, haverá três corridas de toiros, uma corrida de rejoneio, uma novilhada com picadores e uma novilhada sem cavalos em formato de aula prática. Um esquema equilibrado que procura dar lugar tanto às grandes figuras como aos jovens valores, garantindo assim a renovação e continuidade da Festa.
Pereda destacou especialmente a fidelidade do público onubense como um dos pilares fundamentais deste modelo: “A enorme fidelidade dos abonados é a força que permite a Huelva manter este número de espectáculos”, assegurou, valorizando o apoio constante dos aficionados.
Um dos grandes atractivos da Feira das Colombinas 2026 será, sem dúvida, o regresso de uma ganadaria lendária: a de Miura. A inclusão de uma corrida desta histórica ganadaria representa um acontecimento de enorme relevância, já que há várias décadas não se lidava um encierro completo em Huelva. Para encontrar a última referência - há 50 temporadas - é preciso recuar até 30 de Julho de 1977, quando os matadores Ruiz Miguel, António José Galán e José António Campuzano enfrentaram um encierro de Zahariche na praça de Huelva.
Embora o nome Miura tenha estado presente de forma pontual em tempos mais recentes - como aconteceu a 5 de Agosto de 2012, quando se lidou um toiro na encerrona do rejoneador Diego Ventura -, o regresso de uma corrida completa significa recuperar uma tradição carregada de história, emoção e exigência, muito valorizada pelos aficionados mais exigentes.
O empresário quis sublinhar o compromisso da empresa Toros La Merced com a qualidade e o prestígio do ciclo: “Estes eventos que definimos serão cartazes de máxima categoria, como é habitual em Huelva. A nossa premissa permanente é sempre procurar a máxima qualidade em todas as nossas combinações”, afirmou.
Com este planeamento, Huelva reafirma a sua aposta numa feira de primeiro nível, capaz de conjugar tradição, variedade ganadeira e atractividade artística. As Colombinas 2026 desenham-se assim como um ciclo de grande interesse, destinado a reforçar a posição da praça de La Merced como um dos locais mais destacados do panorama taurino espanhol. A contagem decrescente já começou para uma feira que, fiel à sua história, aspira reunir o melhor e contar com aficionados vindos de todas as partes, também de Portugal, visto nessa época se encontrarem muitos aficionados de férias no Algarve.
Fotos M. Alvarenga


