quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Momentos da primeira corrida da Feira da Moita (ontem)

Padilla e a bandeira do Pirata, que faz gala em usar
desde que perdeu um olho e usa uma pala. Ontem, levou-a
à Moita, triunfando na primeira corrida da Feira
A chuva fez-se sentir durante o espectáculo e muitos espectadores procuraram
refúgio nas entradas dos sectores
Juan José Padilla chegou e venceu: sofreu aparatosa colhida no primeiro toiro,
recolheu à enfermaria, regressou com uma perna "remendada" e tratou os toiros
por tu ontem na Moita. A sua superioridade foi por demais evidente. Saíu em
ombros, deixou gratas recordações, sagrou-se absoluto triunfador
Bons momentos das actuações de Pedrito de Portugal ontem na Moita
Joaquim de Oliveira num grande par de bandarilhas, obrigado a agradecer os
aplausos do público de montera na mão
Cláudio Miguel bandarilhou com brilhantismo usual, sofrendo uma colhida,
felizmente sem consequências de maior

Pouco público, chuva e a falta de ambiente que caracteriza os grandes acontecimentos, marcaram ontem a primeira corrida da Feira da Moita, em que actuavam mano-a-mano os matadores Juan José Padilla e Pedrito de Portugal e se lidaram toiros de boa nota da ganadaria Falé Filipe. A tarde foi essencialmente
de Padilla, cuja superioridade era por demais evidente. Não é um toureiro de arte, mas antes um toureiro de luta e de domínio, pode com qualquer toiro e está num momento de grande fulgor, ao contrário de Pedrito, pouco toureado, muito artista e sem argumentos para vencer um confronto desta envergadura e com um toureiro destes. Esteve Pedrito bonito e brilhante em alguns lances e em templados muletazos, mas longe de alcançar o esplendor com que Padilla brindou ontem o público na Moita. Resultado: venceu claramente Padilla e o resto são só cantigas. Destaque, ainda, para os brilhantes pares de bandarilhas de Joaquim de Oliveira e Cláudio Miguel, numa tarde que, como já referimos, terminou sob o signo da polémica, com Padilla a cruzar a porta grande e a sair aos ombros e Pedrito a ficar apeado e humilhado na arena. Coisas que acontecem...
A corrida, com pouco mais de um terço das bancadas preenchido, foi competentemente dirigida pelo Dr. Rogério Jóia, que no final se limitou a esclarecer ao "Farpas" nada ter tido a haver com o impedimento de Pedrito de sair em ombros pela porta grande, uma vez que "não tem competências para autorizar ou permitir tal honraria, cuja decisão cabe exclusivamente à Sociedade Moitense de Tauromaquia". Já Pedro Brito de Sousa, presidente da mesma, confirmou ao "Farpas" que foi sua a decisão de não permitir a saída de Pedrito pela porta grande, "porque não teve mérito para tal".

Fotos Emílio de Jesus e Maria Mil-Homens