Decorreu de forma agradável e com grande ambiente (praça cheia) o festival de ontem na praça de Mourão - onde uma vez mais Joaquim Grave, promotor do festejo, honrou e dignificou o toureio a pé, não apenas ontem, como também no sábado numa bem montada novilhada.
Um festival misto é isto - e não esse vergonhoso formato que agora deram em montar os associados da APET, só para cumprir um acordo (que fizeram de conta que não tinham entendido bem...), com elencos de seis cavaleiros e um matador "pendurado" no meio da confusão...
Ontem em Mourão, Diego Urdiales deixou pinceladas de muita arte e valor frente a um novilho algo complicado e que se metia pela esquerda; o francês Juan Leal bordou o toureio com um novilho de bandeira de Murteira Grave; Ruiz Muñoz pouco adiantou, limitou-se a cumprir sem alardes; Ismael Martín apresentou-se pela primeira vez no continente depois do rotundo triunfo do ano passado na Ilha Terceira (que motivou a sua repetição este ano) e foi, com o capote, as bandarilhas e a muleta, aquele que mais chegou ao público e que maior entusiasmo criou ontem em Mourão (era preciso termos empresários empreendedores e visionários que entendessem que este pode ser um toureiro para mexer com a aficion nacional...); e o novilheiro Tomás Bastos voltou a deixar o recado de que vai ser um caso importante no nosso panorama taurino.
O festival abriu com uma excelente actuação do cavaleiro João Moura Caetano a abrir a temporada festiva em que celebrará vinte anos de alternativa; e com uma brilhante e rija pega dos Amadores de Santarém.
Todos os intervenientes deram aplaudidas voltas à arena.
A cavalo foi lidado um novilho-toiro de Paulo Caetano e a pé cinco de Murteira Grave, de nota alta.
Video D.R.
